Fundador  
 
 

 

 
 

Trajetória

“Vocês são mulheres que vivem no mundo”

Como todas as histórias vivas, que ainda hoje envolvem pessoas e atividades, também a história do nosso Instituto é interessante.  Primeiramente porque é a “nossa” história e depois porque é uma história longa, de mais de cento e trinta anos, que atravessou aquela que vem definida a idade contemporânea.
Do ponto de vista da história da Igreja foi de muito trabalho, que preparou o momento no qual estamos vivendo; um período diferente de todos, nem melhor e nem pior do que os demais. Para o cristão, a história é sempre a “história da providência” e em cada época é chamado a reconhecer esta verdade e a colaborar com ela. O tempo não existe em função do avanço do “progresso”, mas o tempo é o espaço da manifestação de Deus, cujas vias não são evidentemente aquelas conhecidas e apreciadas pelos homens:
         “Parece aos olhos humanos muito modesto o trabalho de uma humilde Congregação entre os importantíssimos acontecimentos dos quais se faz célebre este século, um acontecimento pouco considerado, mas de imensos bens e germe fecundo”.¹

Organização e limites do trabalho

         Procuraremos percorrer a gênese, o desenvolvimento e a manifestação da perspectiva fundacional, em Pe. Jacinto Bianchi enfatizando alguns momentos de sua biografia  e analisando o seu primeiro texto impresso de caráter normativo. Leremos alguns de seus “fragmentos” típicos (não se trata de pequenos trechos, mas textos não organizados), buscando uni-los e interpretá-los. Este trabalho poderia até parecer arbitrário, mas é só uma tentativa, uma busca de critério sobre o qual apoiar a hipótese, que por ora parece ser a mais convincente sobre a origem do Instituto. Após breves considerações sobre o segundo texto impresso, tentaremos chegar a algumas conclusões que expressem o espírito que Pe. Jacinto Bianchi desejava para as suas Missionárias.
         Certamente é necessário reforçar uma vez mais que restam muitos  estudos e pesquisas a serem feitos para conhecer Jacinto Bianchi e o Instituto que ele fundou, que são duas realidades bem diferentes, ainda que apresentem muitas coincidências historiográficas e documentais. Em seguida, o estudo dos vários contextos: históricos, eclesiais, normativos, espirituais, nos quais o Fundador viveu e por eles foi influenciado.    Como adquirimos novas informações e documentos sobre a pessoa de Pe. Jacinto Bianchi e sua obra, o atual conhecimento de muitos acontecimentos memoráveis não é ainda definitivamente confirmado do ponto de vista historiográfrico; uma parcial compreensão correta das circunstâncias permite de justapor e arriscar a interpretação dos fenômenos, comportamentos e juízos, mas com a firme consciência que as ulteriores e necessárias pesquisas (a serem feitas em outros arquivos e através da sistematização do nosso) poderão iluminar seja zonas até então sombrias confirmando as hipóteses, seja impor uma validação também substancialmente diversa dos acontecimentos.
         Os principais momentos da história do Instituto foram novamente percorridos, na medida do possível  respeitando uma organização cronológica  através de uma leitura “transversal” dos documentos disponíveis ( muitos dos quais atualmente sem datas), na tentativa de delinear um quadro de referências tendencialmente coerentes, sugerindo uma “chave de leitura” unitária para atribuir a cada escrito uma possível colocação orgânica. O objetivo é evidentemente o de aproximar-se de uma reconstrução realista dos acontecimentos, ligada a uma lógica do suceder das circunstâncias, procurando evitar uma interpretação  simplificada a posteriori que acaba por reconduzir a inevitável complexidade do presente às fases conseqüentes de um projeto delineado.
         A interpretação proposta quer somente evidenciar a efetiva multiplicidade das “origens” do Instituto, ligadas em boa parte aos acontecimentos biográficos de Pe.Bianchi, mas também à atuação das pessoas e contextos que fugiam ao seu controle ou dos quais não podia ter direto ou completo conhecimento. Se pensarmos, por exemplo, à utilidade que nesta perspectiva poderia ter uma rigorosa investigação histórica sobre a singularidade das co-irmãs do início, nas suas relações recíprocas e com o Fundador.

(1)“Rezem a Deus que na Sua imensa bondade...” ms. de J. Bianchi, Roma, AFMM, VIII.2.5.3.


 
     
 
 
     
 

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